domingo, 27 de dezembro de 2009





"Quero apenas cinco coisas..
Primeiro é o amor sem fim
A segunda é ver o outono
A terceira é o grave inverno
Em quarto lugar o verão
A quinta coisa são teus olhos
Não quero dormir sem teus olhos.
Não quero ser... sem que me olhes.
Abro mão da primavera para que continues me olhando."

Pablo Neruda

sábado, 21 de novembro de 2009

Hoje eu tô a fim de me montar, acender uma vela pra Nossa Senhora do batom vermelho e cair na night



Sou como um diário perdido na areia, algumas páginas rabiscadas com perfume de nostalgia e inúmeras páginas com anseio de futuro! O momento é o agora, e nele me encontro como em um redemoinho de emoções... tudo se transforma e vivo da melhor forma! Tudo que acontece só acrescenta! E com certeza, nada é por acaso! Trilhando a vida com delicados gestos e bruscos escorregões, me vejo frente as minhas reminiscências diárias.

domingo, 27 de setembro de 2009


Onde você está? Tenho saudade. Sinto falta do seu abraço, do som da sua risada.
Senta aqui comigo. Quer beber alguma coisa? Eu aceito uma taça de vinho. Uma não, duas. Mas se o papo ficar bom demais, me servirei de uma terceira.
Quero saber sobre você. Como vai a vida? Algo de novo pra contar? Pelo que você anda sorrindo nos últimos meses? E chorar? Você tem chorado por algo?
Eu estou longe pra não sentir. Não bebo pra evitar ficar sensível. Não quero saber de você porque dói. Fico com falta de ar. Uma vontade de me entregar à escuridão.
Sua vida continua sem mim. E a minha sem você. Mas sobreviver é tão diferente de viver!
Você tem um sorriso permanente no rosto. Fotos dos lugares para onde foi, festas nas quais esteve, amigos que encontrou. Você tem filmes preferidos, músicas que não deixa de escutar, a resposta na ponta da língua para definir quem você é.
Eu te invejo – porque você vive sem mim. Na verdade, nem sei se significo algo pra você. No fim, acho que estamos sempre de passagem, entrando e saindo da vida alheia, relações intensas com prazo de validade.
Um brinde à sua vida! E ao meu ódio intenso por querer que você me enxergasse. Nesse seu mundinho de pessoas, coisas e situações perfeitas. Você é hipócrita, mas eu te amo mesmo assim. Você não se revela, escorrega pelos meus dedos e me deixa sem palavras num vazio caótico e sem gravidade.
Sinto saudade. Mas é melhor ficar distante porque sua presença faz as minhas faltas latejarem. Sigo amando-te e odiando-te, querendo saber: como vai você?
Eu? Não sei pra onde vou.

Aos poucos perco o medo de doer. Quero ser teu amor e tua vida. Mesmo que nenhuma dure para sempre. E o amor. Tenho estas palavras e estas palavras jamais se desfarão. O que há de eterno nas palavras? Há tu, que as lê. Para sempre novidade, a cada pousar dos teus olhos e, talvez, do pousar dos olhos de teus filhos.

- Escreve mais, então. Quero te ler sempre diferente.
- Leia de novo. Nunca se repete. É sempre hoje nos meus sinais. Refrata-os.
- Sim. Sinto. Aqui. E aqui. Aqui também.
- Sou eu inteiro em cada pedaço de ti.
- São pedaços teus inteiros em mim.
- Leia.
- Leio.
- Me cura.

sábado, 22 de agosto de 2009

..As vezes é necessário um tempo a si mesmo...


Recomeçar...
Não importa onde você parou...
Em que momento da vida você cansou...
O que importa é que sempre é possível e necessário recomeçar¨
Recomeçar é dar uma nova chance a si mesmo.
É renovar as esperanças na vida e o mais importante...
Acreditar em você de novo...
Sofreu muito neste período: Foi aprendizado...
Chorou muito: Foi limpeza de alma...
Ficou com raiva das pessoas: Foi para perdoá-la um dia...
Sentiu-se só por diversas vezes: É porque fechaste a porta até para os anjos...
Acreditou em tudo que estava perdido: Era o início de tua melhora...
Onde você quer chegar...Ir alto...Sonhe alto...Queira o melhor do melhor...Se pensamos pequeno, Coisas pequenas teremos...Mas se desejamos fortemente o melhor... E, principalmente, lutarmos pelo melhor...O melhor vai se instalar em nossa vida.
Porque sou do tamanho daquilo que vejo.
E não do tamanho da minha altura.
(Carlos Drummond de Andrade)
P.s.sempre é necessário recomeçar...seja de qual ponto for, o importante é nunca deixar de sonhar, de viver, de ser feliz...

domingo, 16 de agosto de 2009


Ele prestou atenção no vento que fazia aquele barulho característico, misterioso e meio abafado. Aquele barulho sempre o fascinava, principalmente se ocorresse no início da madrugada, porque os carros já não passavam na rua, porque já não haviam tantos olhos alertas, porque a maioria das vidas estava reclusa em seus aposentos e assim era mais fácil de ouvir. O som era mais claro e puro daquele jeito. Ouviu mais adiante: os sinos na janela de algum vizinho retiniam, dando um toque alegre ao som do vento. Percebeu a ameaça de chuva entrando pela fresta de janela aberta em forma de frio úmido e ouviu o barulho suave das cortinas pré históricas balançando. Ouviu mais meia dúzia de coisas e esperou, mas de algum modo sabia que ela não viria. Talvez porque ultimamente ele andasse tão incerto e tão fora de si, desconectado de sua própria cabeça para ficar afastado daquele sentimento de não saber em que caminho andar. Talvez também porque por tantas noites cálidas ela tivesse tentado uma aproximação e ele, fechado e resignado consigo mesmo, não tenha feito questão de notar sua presença, outrora tão desejada e bem vinda. Ou ainda porque em certas noites seu estado catatônico tenha toldado não somente teus olhos, mas também seus sentidos e ele mesmo tentando senti-la, falhara miseravelmente. Agora com a chuva caindo e esfriando lentamente as paredes do quarto, ele queria que ela aparecesse, buscando algum vestígio dela nos lençóis, ou em algum cantinho escuro, como se ela fosse dessas que deixam algum rastro. Varreu tudo com os olhos, mesmo sabendo que ela não estava lá e nem tampouco apareceria. A paz naquele instante, naqueles dias, andava visitando outra pessoa e ele esperava sinceramente que essa pessoa a aproveitasse muito bem e desejou poder encontrar seu caminho tão logo, para que assim ele pudesse ir de encontro com a sua paz de espírito novamente.

domingo, 9 de agosto de 2009


Todos estão achando estranho o fato de eu não comemorar o meu aniversário do jeito usual. Quero passar sozinho e no máximo com uma garrafa de uísque. Falam de aniversários como se realmente fossem grandes coisas, ainda mais o meu. É apenas o dia em que me jogaram nesse mundo de malucos e eu acabei por me tornar mais um. Cada vez me sinto mais perdido e isso é urgente. Urgentíssimo. Se eu terminar de me perder como vou me achar? Como vão me achar? Como seria esse caminho? Eu definitivamente não sei. Acho que realmente parei no tempo. Ou desisti de tentar continuar essa existência estranha. Nada mais faz sentido, nada. Por enquanto vou seguindo, vendo o que vai dar... E é isso que me preocupa. O destino sempre acaba me pregando peças. Mas isso passa, não é? Ouço o celular tocar no outro quarto. Deve ser algum amigo, conhecido, parente, desesperado ou coisa qualquer querendo adiantar os parabéns. Afinal, faltam apenas mais alguns minutos... Pff, parabéns por quê? Expliquem-me. A cada ano vou ficando mais louco e o pior. Pioro, decepciono, aprendo, viro pedra em vez de gente. Não sei mais chorar. Merda. Todas essas palavras deprimentes, tudo o que ninguém quer ler, muito menos ouvir. Sim é o meu aniversário e por favor, não me dêem os parabéns. Parabéns, meus caros, sinceramente é o caralho. Deixem-me com a garrafa de uísque. E só.

Mais que isso. Eu não preciso seguir padrões para acertar nem errar. E é errante que eu vou seguindo, com sucesso e cautela, com meus passos guiados, minha consciência limpa e o melhor de tudo com o caráter intacto. Muitos gênios se acabaram por aí numa vida mundana, porém muitos foram além de sua reputação e provaram ser mais. Melhor assumir-se um ser complexo e cheio de defeitos do que posar de santinho, de falso amigo. Enche os olhos, mas falta conteúdo. Fiquem aí com as suas especulações. Porém, nunca disse que fui santo, quanto mais gênio.
Mas a vida, por incrível que pareça, é tão grande e ainda há tanta coisa que pode e deve acontecer e tanto amor pra eu receber há tanta história pra fazer, história pra contar que eu nem deveria sentir tanta aflição por não ter o que eu quero agora.A vida é tão bonita, e o céu, tão azul e tem ainda tanto azul que eu possa ter na minha vida que por que eu deveria me preocupar?Já que eu ouço tanto que tudo tem sua hora marcada e eu deveria acreditar...


domingo, 2 de agosto de 2009


Chega uma hora da sua vida em que você cansa de errar. Cansa de escolher o caminho errado sempre, a pessoa errada sempre, mesmo que a sua inclinação para esses erros continue a mesma.Chega uma hora em que você cansa de sentir dor, porque a dor que você sentiu ao longo da sua vida até aqui parece que é o suficiente para preencher não só a sua vida, como a de todos os outros que te cercam e isso te basta imensamente. Você quer se ver livre dessas crises que você tem e quer isso logo, quer poder colocar óculos escuros e ver o verde brilhante das árvores no meio da cidade debaixo do sol, e pensa no quanto isso vai ser incrível, ao mesmo tempo em que volta a sentir todos os hematomas da tua alma reclamando mais uma vez. E você pensa no fato de não sentir mais nada por ninguém e se interessa por isso, porque dessa forma as dores seriam reduzidas consideravelmente. Essas dores infernais são feitas basicamente de sentir errado, de acreditar fiel e insistentemente em uma coisa que não vai funcionar, que não tem um pingo de futuro e mesmo assim toca uma música tão atraente e sedutora que você não consegue parar de dar ouvidos.E daí você também começa a desenvolver um tipo de raiva pelos que te cercam e pelos que te querem bem, porque eles, apesar de quererem te ver feliz, não entendem absolutamente nada do que você sente e querem a todo custo te convencer que as coisas que você quer te causam sofrimento, sem nem mesmo perguntar se você quer esse sofrimento. Porque isso acontece. As vezes o que você mais deseja é agarrar tudo o que você quer tão forte e tão possessivamente que você nem pensa nos machucados e no sofrimento que isso vai te causar. Apenas quer e pronto, ninguém tem que ter nada a ver com isso, mesmo que o que você esteja agarrando seja um cacto ou um conjunto de facas afiadas.Chega a hora que você cansa de andar errado, de pisar torto e de apertar lâminas nas mãos, chega o momento em que você deseja mudança desesperadamente e clama por ela, e grita e se debate contra qualquer coisa que for oposta a isso.Você deseja tanto por ver as coisas mudando e seguindo o fluxo do qual nunca deveriam ter fugido que se dispõe até a esconder todas as coisas podres que foi criando e acumulando dentro de si e pisa forte no chão, apertando os dentes com a mesma força que vai demonstrar ao mundo e a você mesmo a partir daquele momento. E é isso que você faz, é isso que você segue, é assim que vai ser daqui por diante.

Coração Incomum


Não havia aquele frio na barriga tão típico da situação, como a sensação de susto ao pular o último degrau da escada sem querer, muito menos havia borboletas que esvoaçavam pelo seu estômago. Ela não gaguejava ao vê-lo e nem perdia a respiração. Ela não via nada de mau nisso. Ela sempre achou que era diferente – pelo menos um pouco – das garotas ao redor: todas sempre sonhavam com o príncipe encantado em seu alazão reluzente, que lhes chegava com um enorme buquê de rosas vermelhas numa das mãos (chocolate não, porque engorda), e uma aliança de compromisso em outra. Para ela, ele podia vir como fosse, não lhe importava tanto assim: podia ser um esbarrão na rua, ou uma informação ali na esquina, ele poderia lhe oferecer um doce qualquer e ela lhe sorriria como criança e aceitaria sem pensar duas vezes e a aliança poderia muito bem lhe passar batido, pois o que lhe importava mesmo (e sempre havia sido assim com ela) era o compromisso que ele teria com ela de fato e não apenas um adorno que tão comumente é usado só para fazer barulho, para causar impressões. Ele poderia insistir que era para ela lembrar-se dele, mas ela lhe replicaria com suavidade (e as vezes até com impaciência) que todos os dias ela acordava e se lembrava dele e que não precisava de nenhuma fita amarrada no dedo para que se lembrasse. Ela era considerada bem da esquisita, sabia. Sabia que ele também tinha essa opinião, mas estava pouco preocupada, pois sabia que ele iria gostar até mesmo das manias mais absurdas, e até poderia vir a admirá-las. E ignoraria com afinco os olhares do resto do mundo que estranharia aquela garota que namorava um amigo, porque não lhe importava: ela sabia desde muito tempo atrás que nada com ela seria comum. Tanto mais seu amor.

sábado, 1 de agosto de 2009


" Sempre desprezei as coisas mornas, as coisas que não provocam ódio nem paixão, as coisas definidas como mais ou menos. Tudo perda de tempo!Viver tem que ser pertubador, é preciso que nossos anjos e demônios sejam despertados, e com eles sua raiva, seu orgulho, seu asco, sua adoração ou seu desprezo. O que não faz você mover um músculo, o que não faz você estremecer, suar, desatinar, não merece fazer parte da sua biografia"

sábado, 4 de julho de 2009


O desapego é um dos mais importantes ensinamentos budistas. Na verdade, a vida de iluminação é o caminho do desapego. Muitos dos problemas da vida são causados pelo apego. Ficamos com raiva, preocupados, tornamo-nos ávidos, fazemos queixas infundadas e temos todos os tipos de complexos. Todas estas causas de infelicidade, tensão, teimosia e tristeza são devidas ao apego. Se você tem algum problema ou preocupação, examine a si mesmo e descobrirá que a causa é o apego.Desapego não é desinteresse, indiferença ou fuga. Não devemos nos tornar indiferentes aos problemas da vida. Não devemos fugir da vida; não se pode fugir dela quando somos sinceros. A vida e seus problemas devem ser encarados e lidados de frente, mas não são coisas às quais devamos nos apegar. É verdade que o dinheiro tem sua importância, mas a pessoa que se apega a ele torna-se avarenta e escrava do dinheiro. É muito fácil nos apegarmos à nossa beleza, às nossas aptidões ou às nossas posses, e assim nos sentirmos superiores aos outros. É igualmente fácil nos apegarmos à nossa feiúra, à nossa falta de aptidões ou à nossa pobreza, e assim nos sentirmos inferiores aos outros. O apego às condições favoráveis leva à avidez e ao falso otimismo, enquanto que o apego às condições desfavoráveis leva ao ressentimento e ao pessimismo. Sem dúvida, nosso apego às coisas, condições, sentimentos e idéias é muito mais problemático do que imaginamos.Quando adoecemos, chegamos até mesmo a nos apegar à doença. É melhor não fazermos isso. Todas as doenças serão curadas, exceto uma, que é a morte. A vida é mutável; todas as coisas são mutáveis; todas as condições são mutáveis. Por isso, “deixe ir” as coisas. Todos os abusos, a raiva, a censura – deixe que venham e que se vão. Tudo o que fazemos, devemos fazer com sinceridade, com honestidade e com todas as nossas forças; e uma vez feito, feito está. Não nos apeguemos a ele. Muitas pessoas se apegam ao passado ou ao futuro, negligenciando o importante presente. Devemos viver o melhor “agora”, com plena responsabilidade.Quando o sol brilha, desfrute-o; quando a chuva cai, desfrute-a Todas as coisas nesta vida – deixe que venham e deixe que se vão. Este é um segredo da vida que nos impede de ficar aborrecidos ou neuróticos. Buda disse que todas as coisas na vida e no mundo estão em constante mutação; por isso, não se torne apegado a elas.

Eu sou menos mau do que falam. Menos legal do que parece. A cor da pele é falsa e o nariz é feinho. Tenho pouco cabelo e não uso chapinha. Eu falo demais. Ainda não cansei de ser eu. Mesmo não querendo não culpar, eu ainda vou desculpar você. No que precisar eu vou ajudar. Seja para construir os mais belos castelos, seja para destruir corações. Nesse último caso o coração é sempre o mesmo, o meu. Eu me permito, eu me reinvento, eu minto, eu ressuscito quando não se espera. Ou simplesmente não desejam. Eu digo quantos eu te amo eu quiser. Eu mordo a língua até cair. Minha cara de pau já é de aço. Falo mal de você, de mim e dos anos que nós dois passaremos juntos. Faço piada da desgraça. Tenho as lágrimas gordas e pouco saco. Sou capricôrnio. Sou leão. Sou aquário. Mas não sou virgem. Quero dinheiro, comer tudo que vejo e um dia me adaptar realmente ao mundo.Mudei mas não cresci. Não estou nem aí para o sistema, mas volto para casa quando me convém. Sou clichê. Sou impulso. Sou avesso, contradição, carnal, sou dúvida.Eu manipulo se der. Dou boas vindas as conseqüências e reafirmo, não sei viver de médias expectativas.Sou um, dois, três personagens por dia. Sou malandro, aprendi a jogar sujo sem me importar. Mas apaixonado eu sou o que quiseres. Monofásico. Insaciável. Vidro. Sou todos os pronomes possessivos. Artigo indefinido. O perfume mais enjoado, o meu pior inimigo e, mesmo assim, ainda o filme mais assistido. Eu sou tudo aquilo que eu quero ser quando crescer.

domingo, 21 de junho de 2009

Micareta Age


Estamos na era do ninguém acredita em ninguém. Na era do eu te adoro hoje, mas semana que vem eu acho que não te quero mais. Na era do sinto muito, do não vai dar, do desculpa aí, do vai descendo descendo e subindo nunca. Na era do pode me ligar, mas não sei se vou atender. Estamos na era em que todos são muitos e poucos são os acompanhados de verdade. Sim, porque você pode ter namorado mas ele namorar todo mundo, menos você. As mentiras conseguiram e estão voando por aí com a força das verdades.O mundo ficou superficial. Pessoas beijam bocas com a mesma facilidade, com que apertam as mãos. Ninguém consegue esperar nada. Paciência virou artigo de luxo. Somos as máquinas dos relacionamentos. Conhecemos pessoas toda semana e confirmamos, com um certo desgosto, que o outro pode não ser quem conhecemos. Ou seja, ainda temos que engolir: estamos na era do Fake. Onde alguns dizem o que não pensam, agem com meias verdades e enchem você de carinho, quando queriam mesmo sair de fininho. Quem é de verdade quem você conheceu? Quanto de mentira foi dito nos melhores dias de vocês dois? O que realmente foi sentimento e não fingimento? Tão difícil saber. Quem iludiu pode não ser do mal. É um cara legal, tem amigos, família... Talvez não saiba mais como agir honestamente. Desaprendeu. E você não sente raiva. Está apenas decepcionada (o), vazia(o) e pensativa(o). Aí você lembra do tempo que a sua tia falava de príncipe encantando De onde ela tirou isso, meu Deus?, ou do dia em que viu sua prima mais velha, chorando por perder alguém e não entendeu aquele sentimento. Agora você entende tudo, sem entender nada. Fica se perguntando, por que está todo mundo parecendo doido no sábado a noite ou porque tantas meninas ficam nuas na primeira noite, quando suas mães aconselharam o contrário? O problema pode estar aí. Nada está valendo a pena. Todo mundo reclama, mas continua contribuindo docemente para a falência das histórias de amor. As histórias de amor andam sofrendo para nascer. Ou morrem antes mesmo de chegar ao segundo dia.Apesar disso, ainda existem seres decididos a não se entregar e não se contaminar pelo poder da decepção. Você encontrou alguém que não valia nada? Quem disse que todo mundo vai agir igual, cara pálida? É importante continuar acreditando no amor, na fidelidade, no caráter das pessoas, na verdade, nas cartas de amor, nos olhares sinceros, nos dias especiais e no quanto alguém pode fazer bem para alguém! Alguns precisam tentar se salvar ou o mundo será um grande espaço de sozinhos unidos por aí, em algum lugar da cidade em que comemoramos, mas não nos encontramos.

domingo, 14 de junho de 2009




Acho a maior graça. Tomate previne isso,cebola previne aquilo, chocolate faz bem, chocolate faz mal, um cálice diário de vinho não tem problema, qualquer gole de álcool é nocivo, tome água em abundância, mas não exagere... Diante desta profusão de descobertas, acho mais seguro não mudar de hábitos. Sei direitinho o que faz bem e o que faz mal pra minha saúde. Prazer faz muito bem. Dormir me deixa 0 km. Ler um bom livro faz-me sentir novo em folha. Viajar me deixa tenso antes de embarcar, mas depois rejuvenesço uns cinco anos. Viagens aéreas não me incham as pernas; incham-me o cérebro, volto cheio de idéias. Brigar me provoca arritmia cardíaca. Ver pessoas tendo acessos de estupidez me embrulha o estômago. Testemunhar gente jogando lata de cerveja pela janela do carro me faz perder toda a fé no ser humano. E telejornais... os médicos deveriam proibir - como doem! Caminhar faz bem, dançar faz bem, ficar em silêncio quando uma discussão está pegando fogo, faz muito bem! Você exercita o autocontrole e ainda acorda no outro dia sem se sentir arrependido de nada. Acordar de manhã arrependido do que disse ou do que fez ontem à noite é prejudicial à saúde! E passar o resto do dia sem coragem para pedir desculpas, pior ainda! Não pedir perdão pelas nossas mancadas dá câncer, não há tomate ou mussarela que previna. Ir ao cinema, conseguir um lugar central nas fileiras do fundo, não ter ninguém atrapalhando sua visão, nenhum celular tocando e o filme ser espetacular, uau! Cinema é melhor pra saúde do que pipoca! Conversa é melhor do que piada. Exercício é melhor do que cirurgia. Humor é melhor do que rancor. Amigos são melhores do que gente influente. Economia é melhor do que dívida. Pergunta é melhor do que dúvida. Sonhar é melhor do que nada!


Luis F. Verissimo





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Sorriso sincero
Sonhos impossíveis
Esperança interminável
Insegurança constante e coração enorme.
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domingo, 7 de junho de 2009

All we need...


Conforto

Prestigio

Dinheiro

Sexo

Felicidade


E uma puta vontade de pular fora e mandar tudo isso se fuder! Porque nós sempre, SEMPRE, achamos que somos melhores, e que o mundo tem um plano perfeito pra cada um de nós, mas não. O mundo não tem. Nós temos que ter. E eu tenho que aprender a terminar as coisas que eu começo, e aprender um pouquinho que um pouquinho de felicidade não faz mal a ninguém e chega, chega de me sabotar! De agora em diante eu vou ser uma pessoa normal. E pra mim, ser uma pessoa normal significa que eu vou me identificar com a minha profissão e dizer por ai que eu amo o que eu faço, e que eu realmente achei que sou bom nisso e todas essas merdas que a gente fala quando quer espalhar que é normal mas por dentro a gente ta se remoendo.Por dentro... Esse é o problema... Meu interior é o culpado de tudo!

Quero um abraço, uns beijos, umas palavras de consolo, olhos nos olhos, sem cigarros e uma garrafa; só uma. Pra não fazer besteira.(duas ..vai!)
Quero sexo. Quero calma e paciência, “um dia a gente chega lá”.Quero alguém que enxergue alguma beleza em mim, e que me mostre essa beleza. Tem dias que ela simplesmente é invisível pra mim.Estou cansado de pessoas superficiais. Quero alguém que não seja.Quero alguém que odeie Vanessa da Mata e que goste de ouvir heavy metal.... Quero silêncio e um ombro, ou dois (um de cada vez)... Mas silêncio. Silêncio de musica baixinha tocando [Stairway to heaven...] não silêncio total e completo.Poucas palavras... Só pra me certificar que você ainda está ai. A gente usa telepatia nessas horas. É engraçado. Quero telepatia, quero reflexo de pensamentos, quero pensar na mesma musica que você ao mesmo tempo que você e me surpreender com isso.Quero ser brega, escrever cartinhas, mandar beijinho... Dizer que vou te amar pra sempre, sabendo que é ilusão... Quero novas ilusões. Minha vida está coberta de realidade esses dias, e eu odeio isso. Odeio.Love is illusion. Love is suicide. All I need is love? Love, Love, Love.... Pode ser?
Menino Cachorro da Guatemala

Toquinho


"Sou eu que vou seguir vocêDo primeiro rabiscoAté o be-a-bá.Em todos os desenhosColoridos vou estarA casa, a montanhaDuas nuvens no céuE um sol a sorrir no papel..."Ia tudo muito bem, aquela nostalgia clássica de quem foi criança nos anos 80, relembrando a capa do disquinho e a sensação de ouvir aquela voz gostosa falando alguma coisa sobre um tal de caderninho, que bem parecia com os meus caderninhos, mas eu não tinha consciência ainda para saber que eram exatamente os meus caderninhos. Caderninhos que acompanharam a minha vida inteira, repletos de anotações coloridas, de desabafos escuros, de frases copiadas, de poesias inventadas, de segredos reinventados em códigos que até hoje eu sei.Que eu nunca esquecerei.Mas foi então que o Toquinho sussurrou com sua voz doce o trecho mais cruel que provavelmente ele já sussurrou na vida. E me doeu perceber que ele sempre sussurrara tal maldade em meus ouvidos e eu escutava, ingênuo e crédulo, julgando serem apenas palavras bobas de uma canção lúdica de criança, mas era e sempre será uma centelha de vida, em verdade, era o anúncio, era o aviso, era, de certa forma, o meu veredicto, que só eu ainda não conhecia e que só o Toquinho tinha coragem de pronunciar."Sou eu que vou ser seu amigoVou lhe dar abrigoSe você quiserQuando surgiremSeus primeiros raios de mulherA vida se abriráNum feroz carrosselE você vai rasgar meu papel..."Tudo bem,ainda não virei mulher, mas rasguei muitos papéis sem lembrar que eles estavam destinados a isso. Sim, os cadernos, os meus caderninhos, sempre foram o meu abrigo, a minha forma de escapar e de entender o carrossel que me engolia. Eu ia me modificando e os cadernos iam se modificando, os antigos modificavam os novos, eu ia modificando os cadernos e é óbvio que os cadernos, folha a folha, linha a linha, iam modificando a mim. Escutei hoje no ônibus novamente aquela voz sussurrada, aquele prenúncio de futuro, que não é mais um futuro, que sou eu, feito de sussurros de carrossel de cadernos e de milhões de folhas rabiscadas rasgadas,inteiras,molhadas,publicadas,queridas,odiadas.A vida não é um brinquedo inocente. A vida nos deixa tontos. A vida é o que o Toquinho me mostrou que seria e eu fico feliz de não ter entendido antes. Ele nem queria que eu entendesse. Ele queria apenas acariciar o que eu era. Ele queria, apenas, louvar o que eu seria, antes de todo mundo. Ele queria, quem sabe, como eu também quero, que um dia alguém se soubesse modificado por suas palavras.E os meus cadernos seguem comigo. Essa música desenvolveu em mim um absurdo colecionismo. Ele me pedia para não esquecê-lo em um canto qualquer e eu jamais poderia mesmo fazê-lo. Ainda tenho os meus cadernos. Fico angustiado cada vez que penso nas traças e no mofo que podem estar os consumindo. Não tenho coragem de abri-los. Não quero me ver corroído. Não quero me ter esquecido. Posso fazer terapia para perder o medo insuportável da morte, para aprender a conviver com ele, mas não posso fazer terapia para esquecer o que sou. Meus cadernos são eu. Desculpe. Mas eles são eu.E eu sinceramente acredito que um dia as pequenas mãozinhas dos meus filhos irão folheá-los. E lê-los irá modificá-los. E vê-los ler fará de mim, então, diferente....esperançoso, me fará "ter fé e ver coragem no amor..."

Super Xuxa


Lápis de cor nas mãos? Vamos pintar o mundo. Colorir das cores mais vibrantes que existem. Vamos torná-lo agradável, de arder os olhos. Vamos pintar o que é verde de azul, o que é azul de roxo, o que é preto de amarelo. Vamos mudá-lo. Acho que tudo deveria ter um florescente. Hoje quero colorir o mundo para você, deixem-me ir, tiro do meu coração a paleta das cores, e da minha alma o pincel. Quero passar por ti e rasgar a tristeza, no céu cinzento desenho-te um sol que vai sorrir para ti depois de eu passar e durante anos te acompanhará. Subo á montanha e trago-te a primavera inteirinha para ti, com cheiro de rosas para sentir por toda a vida o melhor perfume que existe, com a candura dos prados e a simplicidade dos rebanhos. A lágrima que vai deslizando pelo teu rosto vou seca-la e pintar o mais belo sorriso nascido no teu coração que te levará a frente. E ao fim do dia, ficarei contigo, ouvindo uma música, que vais tocando pela pauta que para ti pintei. Deixe-me que me encarrego de te colorir de novo. O preto e branco nao cai mais bem em você, ponha uma roupa colorida, bem forte. Você vai enxergar as coisas mais vivas, o mundo ao seu redor será bem melhor e muito mais confortável. Quero te trazer de volta a vida, as cores, o arco-íris. Olhe pro céu, ele estará sempre lá para você. Radiante e com todas as cores.



Engraçado,mas sempre tive do lado do baixo astral.

domingo, 31 de maio de 2009

KIDS - Larry Clark


Na hora de cantar todo mundo enche o peito nas boates, levanta os braços, sorri e dispara: "eu sou de ninguém, eu sou de todo mundo e todo mundo é meu também". No entanto, passado o efeito do uísque com energético e dos beijos descompromissados, os adeptos da geração "tribalista" se dirigem aos consultórios terapêuticos, ou alugam os ouvidos do amigo mais próximo para reclamar de solidão, ausência de interesse das pessoas, descaso e rejeição. A maioria não quer ser de ninguém, mas quer que alguém seja seu.
Beijar na boca é bom? Claro que é! Manter-se sem compromisso, viver rodeado de amigos em baladas animadíssimas é legal? Evidente que sim. Mas por que reclamam depois? Será que os grupos tribalistas se esqueceram da velha lição ensinada no colégio, de que "toda ação tem uma reação"? Agir como tribalista tem conseqüências, boas e ruins, como tudo na vida. Não dá, infelizmente, para ficar somente com a cereja do bolo - beijar de língua, namorar e não ser de ninguém. Para comer a cereja é preciso comer o bolo todo e nele, os ingredientes vão além do descompromisso, como: não receber o famoso telefonema no dia seguinte, não saber se está namorando mesmo depois de sair um mês com a mesma pessoa, não se importar se o outro estiver beijando outra, etc, etc, etc.
Embora já saibam namorar, "os tribalistas" não namoram. Ficar também é coisa do passado. A palavra de ordem hoje é "namorix". A pessoa pode ter um, dois e até três namorix ao mesmo tempo. Dificilmente está apaixonada por seus namorix, mas gosta da companhia do outro e de cultivar a ilusão de que não está sozinho. Nessa nova modalidade de relacionamento, ninguém pode se queixar de nada. Caso uma das partes se ausente durante uma semana, a outra deve fingir que nada aconteceu - afinal, não estão namorando. Aliás, quando foi que se estabeleceu que namoro é sinônimo de cobrança?
A nova geração prega liberdade, mas acaba tendo visões unilaterais. Assim como só deseja "a cereja do bolo tribal", enxerga apenas o lado negativo das relações mais sólidas. Desconhece a delícia de assistir um filme debaixo das cobertas num dia chuvoso comendo pipoca com chocolate quente, o prazer de dormir junto abraçado roçando os pés sob as cobertas e a troca de cumplicidade, carinho e amor. Namorar é algo que vai muito além das cobranças. É cuidar do outro e ser cuidado por ele, é telefonar só para dizer boa noite, ter uma boa companhia para ir ao cinema de mãos dadas, transar por amor, ter alguém para fazer e receber cafuné, um colo para chorar, uma mão para enxugar lágrimas, enfim, é ter alguém para amar.
Já dizia o poeta Carlos Drummond de Andrade que "amar se aprende amando" e se seguirmos seu raciocínio, esbarraremos na lição que nos foi transmitida nas décadas passadas: relação é sinônimo de desilusão. O número avassalador de divórcios nos últimos tempos, só veio confirmar essa tese e aqueles que se divorciaram (pais e mães dos adeptos do tribalismo) vendem (na maioria das vezes) a idéia de que casar é um péssimo negócio e que uma relação sólida é sinônimo de frustrações futuras. Talvez seja por isso que pronunciar a palavra "namoro" traga tanto medo e rejeição. No entanto, vivemos em uma época muito diferente daquela em que nossos pais viveram. Hoje podemos optar com maior liberdade e não somos mais obrigados a "comer sal junto até morrer". Não se trata de responsabilizar pais e mães, ou atribuir um significado latente aos acontecimentos vividos e assimilados na infância, pois somos responsáveis por nossas escolhas, assim como o que fazemos com as lições que nos chegam. A questão não é causal, mas quem sabe correlacional.
Podemos aprender amar se relacionando. Trocando experiências, afetos, conflitos e sensações. Não precisamos amar sob os conceitos que nos foram passados. Somos livres para optar. E ser livre não é beijar na boca e não ser de ninguém. É ter coragem, ser autêntico e se permitir viver um sentimento... É arriscar, pagar para ver e correr atrás da felicidade. É doar e receber, é estar disponível de alma, para que as surpresas da vida possam aparecer. É compartilhar momentos de alegria e buscar tirar proveito até mesmo das coisas ruins.
Ser de todo mundo, não ser de ninguém é o mesmo que não ter ninguém também... É não ser livre para trocar e crescer... É estar fadado ao fracasso emocional e à tão temida solidão.

Visionários




"Pensamos demasiadamente e sentimos muito pouco. Necessitamos mais de humildade que de máquinas. Mais de bondade e ternura que de inteligência. Sem isso a vida se tornará violenta e tudo se perderá". "A vida é maravilhosa se não se tem medo dela."




Charlie Chaplin

Eu já perdoei erros imperdoáveis, tentei substituir pessoas insubstituíveis e esquecer pessoas inesquecíveis. Já fiz coisas por impulso, já me decepcionei com pessoas quando nunca pensei me decepcionar, mas também já decepcionei alguém. Já abracei pra proteger, já dei risada quando não podia, fiz amigos eternos, amei e fui amado, mas também já fui rejeitado, fui amado e não amei. Já gritei e pulei de tanta felicidade, Já vivi de amor e fiz juras eternas, "quebrei a cara" muitas vezes! Já chorei ouvindo música e vendo fotos, já liguei só pra escutar uma voz, me apaixonei por um sorriso, já pensei que fosse morrer de tanta saudade e tive medo de perder alguém especial. Mas vivi! e ainda vivo! Não passo pela vida.


Charlie Chaplin